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Márcia
Bechara
(Belo Horizonte-MG). Escreve cartas de amor a pedido de
colegas da escola desde os 9 anos de idade. Ainda aos 7,
descobriu a caderneta de poemas que vinha com a extraordinária
vantagem de figuras para colorir. Aos 19, publicou seu
primeiro livro, uma edição rosa de impropérios amorosos,
Alegoria para Dinorah (Mazza Edições, 1994).
De ascendência libanesa e fã das veredas da latino-america,
aos 25 anos adaptou e montou para o teatro "Rútilo Nada"
(Sesc/SP/1998), de Hilda Hilst, axioma do anti-amor, texto
liberado pela autora após uísque, novela, cachorro, lágrima e
foto, não necessariamente nesta ordem. Como atriz, foi também
"A Noiva", de Lorca, "Alice", de Carroll, "Manuela", de Rosa,
"A Narradora", de Lispector. Em 2007, publicou Casa
das Feras (7Letras), espécie de jardim laico,
pouco amigável e sem boas intenções, mas infestado de
serpentes e produtos de larvas próprias. A autora, que também
é jornalista, reconhece os intestinos como essenciais no
acolhimento do luxo e o do lixo da espécie. É apaixonada pelo
luxo e pelo lixo da espécie, principalmente se disfarçados em
atitudes gentis. Alguns de seus textos como "A demora em cada
um de nós", "Lastro" e "O ladeado" receberam menção honrosa em
concursos nacionais de contos. Vive em São
Paulo.
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